Toda vez que a morena cai na dança
no gingar do pandeiro feito mantra
vibra o chão no repique do batuque
e o menino sorrindo bate palma
É a mão no tambor
e é o pé no chão
é congada e maxixe
batendo no terreiro
é angola na voz no tantã
lembrando o passado
do povo brasileiro
tesão
Quando o tom do violão é mais um pranto
feito um samba canção desesperado
chora a voz da saudade como um canto
redimindo esse coração magoado
É dor, desamor
é desilusão
é a tristeza falando
através da melodÃa
que é filha de toda paixão
ecoando no ar
pra tirar a melancolÃa
de quem sofreu
Toca um bolero, meu bem
pra dizer que eu te quero
que eu sonho contigo
Passa uma banda na rua
acordando-te
cantando coisas de amor
Ah, bem querer
fecha os olhos e vê
como é bom se perder
na emoção
de uma nova canção
Quando o som dos metais acorde ao povo
na explossão desse frevo alucinado
trio eletrico sairá de novo
espalhando a loucura e o pecado
É sal, carnaval
festa e prosição
colombina no olhar
do pierrô apaixonado
é a gente formando cordão
saudando a ilusão
de um instante iluminado
tufão.